Funerária descobre que bebê dado como morto estava vivo

Patricia Calderon
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Funerária descobre que bebê dado como morto estava vivo (Foto Reprodução Redes Sociais)

O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês, surpreendeu médicos e familiares ao voltar a apresentar sinais vitais cerca de duas horas depois de ter a morte confirmada na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. Após uma nova avaliação da equipe médica, ele foi internado novamente na UTI Neonatal e, dias depois, transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, em Bauru.

Noah havia sido declarado morto depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória enquanto estava internado na UTI Neonatal. De acordo com o relato da mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos, uma funcionária da funerária, que foi ao hospital para realizar a remoção do corpo, percebeu que o bebê ainda apresentava sinais vitais e avisou imediatamente a equipe médica. Após a reavaliação, a criança voltou a receber atendimento intensivo.

Prematuro e diagnosticado com fenda palatina, malformação congênita que compromete funções como alimentação, fala, audição e desenvolvimento dentário, Noah permanecia internado desde o nascimento, em 15 de junho. Ele aguardava uma vaga em um hospital especializado para realizar o tratamento cirúrgico da condição.

Segundo a Santa Casa de Rio Claro, o estado clínico do bebê se agravou na quarta-feira (15), data em que completou um mês de vida. A instituição informou que a equipe realizou procedimentos de reanimação cardiopulmonar por aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Somente após esse processo foi feita a constatação do óbito.

Depois da declaração da morte, Noah permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para a conclusão dos procedimentos previstos e para que os familiares fossem acolhidos. Em seguida, foi encaminhado para outro setor do hospital, onde aguardaria a retirada do corpo pela funerária.

Na sexta-feira (17), o bebê foi transferido para o Centrinho da USP, em Bauru, utilizando a vaga que já estava reservada para a continuidade do tratamento especializado.

Em nota, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos técnicos e legais relacionados à constatação do óbito foram rigorosamente seguidos e ressaltou que, após análise interna, não foram identificadas falhas assistenciais nem procedimentos que justificassem revisão. O hospital acrescentou que o protocolo brasileiro para confirmação da morte é reconhecido pelo elevado grau de segurança e destacou que a UTI Neonatal é composta por profissionais especializados.

A instituição também afirmou que respeita as diferentes interpretações sobre o episódio, reconheceu o impacto emocional causado entre familiares e profissionais de saúde e declarou que, para muitos dos envolvidos, o caso é entendido como um “verdadeiro milagre”. Por fim, reforçou seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência.

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