Daniela Beatriz Pereira da Conceição, tia da bebê que sofreu uma tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, foi indiciada pela Polícia Civil do Piauí nesta sexta-feira (17) pelos crimes de calúnia, difamação e injúria contra uma supervisora da maternidade.
A familiar publicou diversos vídeos nas redes sociais sobre o caso, buscando dar visibilidade à situação. Em uma das publicações, ela citou e expôs uma profissional que, segundo a investigação, não tinha relação com o episódio. A funcionária registrou um boletim de ocorrência (BO) e pediu a abertura de um inquérito policial, alegando que a exposição teria prejudicado sua honra e reputação.
Em entrevista exclusiva ao portal Paulo Mathias, Daniela Beatriz confirmou que prestou depoimento à polícia, reconheceu ter realizado as publicações nas redes sociais após a tentativa de sequestro. A tia disse que fez as publicações com o objetivo de expor o que acreditava ter acontecido e ajudar nas investigações, no entanto, ela alega ter se sentido pressionada durante o processo.
“Deixo aqui minha total revolta com as autoridades diante de tudo o que está acontecendo, porque fui processada, intimada e ouvida em meio a muita pressão”, afirmou.
“Eu queria uma resposta das autoridades. Como não estava ocorrendo uma investigação, a única forma que achei foi expor o caso, colocar nas minhas redes sociais toda a verdade”, acrescentou.
Durante o desabafo, ela levantou suspeitas sobre o caso, ela afirmou acreditar que a criança teria sido “encomendada” e alegou que haveria uma tentativa de abafar a situação por conta da repercussão. As acusações, no entanto, não foram confirmadas pelas autoridades. “Isso seria um escândalo e não vai pegar bem para a imagem deles”, explicou.
Na sequência, ela levantou questionamentos sobre a investigação e comentou que acredita que a análise do telefone e das movimentações financeiras da técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, que está presa, poderia esclarecer o caso.
“Deve estar mostrando com quem ela falou. Mesmo que ela tenha apagado, dá para recuperar. Também as contas dela, para saber o que entrou de dinheiro, se ela pode ter recebido algum valor. Eu não acredito que ela estava carregando essa criança para ela. Está acontecendo algo muito maior”, frisou.
Daniela poderá responder não apenas criminalmente por calúnia, injúria e difamação qualificada, mas também na esfera cível pela divulgação da imagem da supervisora.
