Um homem de 30 anos foi preso em flagrante no último sábado (4), no bairro São Cristóvão, em Cascavel, no oeste do Paraná, suspeito de cometer os crimes de estupro virtual e perseguição contra a ex-companheira. Conforme o relato da vítima, os dois viveram juntos por mais de dez anos e, durante esse período, o suspeito registrou imagens íntimas sem consentimento. Desde então, ele utilizava esse material para ameaçar divulgar fotos e vídeos na internet e entre familiares.
Segundo as investigações, as ameaças se estenderam por cerca de oito anos. Além de intimidar a vítima com a possibilidade de exposição das imagens, o homem recorria a chantagens e pressão psicológica para obrigá-la a produzir novos conteúdos íntimos e seguir exigências impostas por ele com o objetivo de constrangê-la. A prisão foi realizada em uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e da Guarda Municipal.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o estupro virtual caracteriza-se pela ausência de contato físico entre autor e vítima. Mesmo à distância, o criminoso utiliza ameaças e outros meios de coação para obrigar a pessoa a produzir fotografias, vídeos ou transmissões ao vivo com conteúdo íntimo.
O delegado da PCPR, Regis Francisco Palombo, informou que a situação se agravou após a vítima decidir encerrar o relacionamento. Segundo ele, “Entre a noite anterior e a manhã da prisão, o homem realizou mais de 60 ligações incessantes para o celular da ex-companheira, enviou mensagens intimidatórias e chegou a encaminhar uma foto íntima da própria mãe da vítima como forma de demonstrar que cumpriria as ameaças. Sob severa coação moral, a mulher foi forçada a gravar vídeos realizando atos sexuais degradantes para enviar ao criminoso”, explica o delegado.
A mulher procurou uma unidade da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência. A partir desse momento, os investigadores iniciaram as diligências para localizar e prender o suspeito.
Enquanto a vítima prestava depoimento aos policiais, o investigado continuou realizando dezenas de ligações e enviando mensagens com conteúdo intimidatório e humilhante, reforçando o comportamento de perseguição que vinha sendo apurado pela investigação.
