A trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, chocou o interior de São Paulo. A jovem faleceu após cair durante uma atividade de rope jump em Limeira, em um salto sem corda. Ela foi lançada de uma plataforma sem estar presa ao equipamento de segurança.
À medida que as investigações avançam, relatos de quem presenciou a cena e a defesa dos envolvidos começam a desenhar o cenário do acidente.
O momento do acidente: “Cadê a corda?”
Quem estava no local descreve momentos de desespero e perplexidade logo após o salto da jovem. O estudante Higor Diniz, que presenciou a cena, relatou o pânico geral e destacou a presença de famílias no evento.
“Na hora que aconteceu, deu para escutar o pessoal ao fundo falando: ‘Cadê a corda? Está sem corda’. Eles não sabiam o que responder”, disse o estudante Higor Diniz, que presenciou a cena. Ele acrescentou que havia crianças no local.
Acusações de adulteração do local da queda
Um dos relatos mais graves vem do coordenador pedagógico Rafael Goulard. Ele aguardava na fila para saltar quando presenciou o episódio e sugeriu que houve uma tentativa de ocultar elementos que pudessem incriminar a empresa.
“A primeira cena de que eu me lembro (…) foi ver um dos funcionários tirando a alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, e a câmera GoPro. Preocupado com o equipamento, para esconder provas ou com o valor financeiro”, declarou o coordenador pedagógico Rafael Goulard.
Falta de isolamento e estrutura precária
Frequentadores da região e testemunhas também apontaram a vulnerabilidade do local onde a atividade era realizada, mencionando a falta de sinalização e as condições da ponte.
- “Não impedem a gente de passar”, afirma testemunha que passa de moto pela ponte.
- “Estrutura bem precária”, declara testemunha que costuma usar a ponte.
O que diz a defesa dos funcionários
Três funcionários foram presos em flagrante pela morte da estudante. De acordo com o advogado de defesa, Rafael Gomes dos Santos, os profissionais estão abalados e a atividade era realizada há anos sem registros de problemas.
“Eles estão em estado de choque e não conseguem explicar o ocorrido, porque estão há anos fazendo isso e nunca teve nenhum evento semelhante”, alega o advogado dos três funcionários presos pela morte da estudante Maria Eduarda, Rafael Gomes dos Santos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil para determinar as responsabilidades criminais pela falta do equipamento de segurança essencial.
