Criador do rope jump também morreu por falha em corda de segurança

Douglas Lima
3 min de leitura
Dan Osman também morreu por falha em corda de segurança - Foto: Divulgação

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã deste sábado (13) durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada sem cordas de segurança. O caso repercutiu e trouxe atenção ao esporte, cuja origem é atribuída ao norte-americano Dan Osman, que também morreu em um salto relacionado à modalidade.

O rope jump, também chamado de rope jumping, é uma modalidade de esporte de aventura que combina técnicas de escalada com saltos de grandes alturas. Nele, os praticantes se lançam de pontes, penhascos ou plataformas e ficam presos a um sistema de cordas e ancoragens, responsável por conter a queda antes que o atleta atinja o solo.

Ao contrário do bungee jump, que usa uma corda elástica para absorver o impacto da queda, o rope jump é feito com cordas de escalada e sistemas de frenagem. Nesse formato, a energia do salto é controlada por equipamentos de segurança, que reduzem a velocidade da queda e transformam o movimento em um balanço no ar.

Apesar de já existirem práticas semelhantes no meio da escalada, o rope jump passou a ganhar visibilidade mundial nos anos 1990 com Dan, que popularizou saltos de grandes alturas e ajudou a difundir a modalidade. Depois de anos praticando escalada em rocha, ele passou a criar seus próprios sistemas de cordas e ancoragens, buscando realizar quedas controladas a partir de grandes alturas, com saltos de centenas de metros.

Com o tempo, ele passou a aumentar gradualmente a altura dos saltos e acabou sendo reconhecido como um dos pioneiros do rope jumping moderno. Os vídeos de suas performances se tornaram populares entre praticantes de esportes radicais e contribuíram para a divulgação e consolidação da modalidade.

A trajetória de Dan Osman terminou durante uma tentativa de superar seus próprios limites. Em novembro de 1998, aos 35 anos, ele se preparava para realizar um salto de aproximadamente 335 metros na formação rochosa conhecida como Leaning Tower, no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos.

De acordo com testemunhas que acompanhavam a tentativa, Dan teria feito ajustes na montagem do equipamento e mudado o ângulo previsto para o salto. Durante a execução, uma das conexões não resistiu à força aplicada e se rompeu. Ele acabou morrendo após a queda ao solo.

Investigações conduzida pelo Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos indicaram que o acidente teria sido causado por uma falha na configuração do sistema de cordas, e não por defeito nos equipamentos. Segundo a apuração, a alteração na trajetória do salto pode ter gerado uma sobrecarga em um dos nós que conectavam as cordas utilizadas na operação.

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