O Ministério Público de Minas Gerais solicitou a apuração da possível participação de um advogado que é primo de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal morreu em 29 de junho de 2026, e o MP quer esclarecer se o parente teve algum envolvimento ou foi conivente com o crime. A investigação considera, entre outros pontos, uma ligação recebida por ele da diarista suspeita enquanto a ocorrência ainda estava em andamento no imóvel das vítimas, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Conforme a denúncia, a diarista teria sido indicada pelo próprio advogado e telefonado para informar que Maria Clotilde estaria passando mal. Segundo o Ministério Público, porém, o homem não teria adotado medidas imediatas após receber o aviso. A suspeita teria dopado os idosos antes de atacá-los. O órgão também aponta que existem indícios de que ela tinha conhecimento da condição financeira do casal.
O advogado declarou na terça-feira (28) que já foi ouvido pelas autoridades. Segundo ele, seu depoimento integra o inquérito policial, que foi concluído em 13 de julho.
Novas tentativas de contato foram feitas nesta quinta-feira (30), mas o advogado não respondeu. A diarista investigada pelo crime permanece presa preventivamente.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da morte dos idosos e verificar se houve alguma participação ou omissão por parte do familiar mencionado no pedido do Ministério Público.
