Promotor do GAECO leva à Justiça a acusação formal contra os investigados apontados no inquérito que apura lavagem de dinheiro e organização criminosa
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), protocola nesta quarta-feira (10) a denúncia criminal da Operação Vérnix contra a influenciadora Deolane Bezerra, segundo apuração da jornalista Patrícia Calderón, do Portal Paulo Mathias.
Segundo o promotor, Deolane foi denunciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dela, também foram denunciados nomes ligados à cúpula da facção, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como liderança máxima do PCC, além de familiares e um suposto operador financeiro conhecido como “Player” ou “Temer”.
De acordo com a investigação, esse operador seria responsável por gerir bens e direcionar fluxos financeiros ligados à facção, sendo a partir dele que os investigadores chegaram à influenciadora. A denúncia também cita movimentações financeiras atribuídas a Deolane, que somariam milhões de reais em contas pessoais e empresariais entre 2018 e 2022.
A medida marca uma nova etapa da investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e movimentação de recursos ligados ao crime organizado.
As investigações apontam que Deolane teria integrado uma estrutura voltada à ocultação da origem de recursos por meio de empresas, movimentações financeiras e operações patrimoniais consideradas suspeitas pelas autoridades. O inquérito também identificou conexões entre pessoas ligadas à cúpula do PCC e operadores financeiros investigados no caso.
Com o oferecimento da denúncia, caberá agora ao Poder Judiciário analisar os elementos reunidos pelo Ministério Público e decidir se a acusação será recebida. Caso a denúncia seja aceita, os investigados passarão oficialmente à condição de réus e responderão ao processo criminal.
As defesas dos envolvidos negam as acusações e sustentam que não houve a prática de qualquer irregularidade, afirmando que a inocência dos investigados será demonstrada ao longo da tramitação judicial.
