Durante um evento realizado nesta sexta-feira (15) em Campinas, interior de São Paulo, que marcou o lançamento oficial da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado por São Paulo, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende vencer as eleições de 2026 no primeiro turno e fez críticas ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O evento ocorreu em meio a um momento de crise na pré-campanha de Flávio, que manteve sua participação mesmo após a divulgação de conversas atribuídas a ele com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“O lado de lá não tem limites e no momento que meu pai [Jair Bolsonaro] me convocou para, no lugar dele, porque era ele que tinha que estar aqui, enfrentar essa missão, eu sabia as dificuldades que a gente teria. Eu sabia que não seria fácil e não vai ser fácil”, destacou.
“Mas eu lembro de uma frase que o Luís [Lula] falou: ‘eu vou fazer o diabo para me eleger’. E eu tenho para falar para ele que ele vai perder, porque se ele está com diabo, eu estou com Deus, porque esse é um projeto de Deus e a graça dele que vai levar a gente até a vitória”, afirmou.
Apesar de marcar o lançamento de Derrite ao Senado Federal, o evento teve o filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como principal destaque, em um clima claramente eleitoral. No local, inclusive, foram vistos vendedores comercializando bonés com a frase “Flávio Bolsonaro 2026”.
O bolsonarista demonstrou confiança em uma vitória nas eleições, afirmando que outubro será o momento decisivo da “hora da vitória”. Durante os discursos, foi ressaltado o peso eleitoral de São Paulo, responsável por cerca de 22% do eleitorado nacional, além da estratégia de formar maioria no Senado “para ajudar Flávio Bolsonaro como presidente”.
Na sequência, ele criticou Lula e afirmou que já esperava enfrentar dificuldades no cenário político. Na mesma fala, Flávio Bolsonaro direcionou ataques ao site The Intercept Brasil, que divulgou mensagens atribuídas a ele e ao Vorcaro, além de um áudio enviado pelo político ao banqueiro em setembro do ano passado, afirmando que o veículo “não faz jornalismo” e acusando-o de tentar “interceptar o futuro do país”, associando ainda o portal de notícias a organizações criminosas.
“O Bolsonaro merece ou não merece um filme? Ele merece e a gente vai fazer. E a gente busca recursos privados, lógico que lá atrás a gente não sabe que o investidor chegaria no momento que está hoje, lá atrás ninguém poderia imaginar. Mas andou esse sonho nosso de fazer uma homenagem a Jair Bolsonaro, porque nesse país está tudo tão de pernas para o ar que o certo vira errado, o errado vira certo”, declarou.
“Tem filme que é com dinheiro privado, tem filme que é com dinheiro público, tem filme que para fazer propaganda para eles toma impostos do trabalhador. Esse dinheiro público é usado para fazer propaganda política para o atual presidente. A gente não tem Lei Rouanet. Eu não posso pedir dinheiro público para fazer desfile de escola de samba, que foi propaganda antecipada e ainda zomba das famílias brasileiras, dos evangélicos, dos católicos”, reforçou.
“Pai, a gente vai te libertar e você vai subir aquela rampa, pai, com a gente, em janeiro de 2027. E a gente nunca mais vai falar de PT porque eles vão ficar recolhidos à sua insignificância, porque eles não vão mais contiuar sequestrando o futuro do nosso Brasil”, frisou.
