O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utilizou o caso de uma criança com doença rara para criticar a atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante um evento em Sorocaba, no interior de São Paulo, neste sábado (16), o parlamentar concedeu o microfone à mãe de uma criança de seis anos diagnosticada com distrofia muscular de Duchenne (DMD).
De acordo com as informações do portal Metrópoles, a família conseguiu na Justiça o direito ao tratamento, cujo custo é estimado em R$ 17 milhões. Segundo a mãe de Arthur Jordão, a Anvisa não tem autorizado a liberação da medicação.
“A Anvisa não se manifesta, ela demora dez meses para responder se a medicação pode fazer efeito. A gente não tem com quem falar, e eles (Anvisa) estão estudando. Enquanto meu filho perde músculos todos os dias”, disse a matriarca.
Em julho de 2025, o órgão suspendeu temporariamente a venda e o uso do medicamento Elevidys, indicado para o tratamento da doença, após a divulgação de informações internacionais que apontaram casos de eventos graves de insuficiência hepática aguda, incluindo registros de mortes após a administração do fármaco.
