Em entrevista exclusiva à jornalista Patricia Calderón do Canal do Paulo Mathias, o delegado Walter Wanderley, titular do 21º DP de Paço do Lumiar (MA), detalhou os próximos passos da investigação contra a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. Suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, que está grávida, a então patroa da moça poderá responder por uma série de crimes graves que ferem a dignidade humana e o Código Penal.
O caso, que gerou forte comoção na Grande São Luís, ganha novos contornos com a revelação da tipificação penal conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. Durante a conversa, Wanderley esclareceu quais agravantes podem elevar a pena da suspeita.
Ela foi enquadrada na tentativa de homicídio duplamente qualificada… Porque ela não deu chance de defesa para a vítima e o motivo [foi] muito torpe.”
O delegado ainda destacou que a empresária foi enquadrada no crime de tortura. “Porque ela submeteu a vítima a um sofrimento físico e psicológico desnecessário, com o objetivo de que a empregada confessasse um crime que não cometeu.”
Sobre o policial:
- “Quanto ao policial, eu também enquadrei ele numa tentativa de homicídio e também na tortura.”
- “Como ele não socorreu a vítima, ele foi omisso. Isso é uma omissão relevante, que caracteriza também o crime de tortura.”
- “Principalmente porque ele é um agente de segurança pública, ele não poderia ter saído dali, na versão dele, sem prestar socorro.”
- “O crime de tortura se comete por ação, quando a gente age, e por omissão, quando a gente deixa de agir.”
