PT avalia Tebet como vice de Haddad e números chamam atenção

Nayara Vieira
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PT avalia Tebet como vice de Haddad e números chamam atenção (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo recebeu com surpresa os resultados de levantamentos internos realizados na última semana. As pesquisas, que testaram diversos nomes para ocupar a vaga de vice na chapa petista, apontaram que a ex-ministra Simone Tebet (MDB) detém o melhor desempenho entre todas as figuras avaliadas. A performance de Tebet no cenário paulista chamou a atenção dos articuladores, indicando um potencial de diálogo com setores que o partido ainda busca conquistar no estado.

Segundo fontes ligadas ao comitê de Haddad, Simone Tebet teria superado nomes de peso e com forte ligação ao eleitorado de São Paulo. A ex-ministra apresentou números melhores do que os ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), além de ultrapassar a deputada federal Tabata Amaral (PSB). A vantagem de Tebet nessas simulações sugere que sua imagem de equilíbrio e trânsito entre diferentes espectros políticos pode ser o diferencial buscado pela base governista para ampliar sua coalizão.

O levantamento também colocou a emedebista à frente de figuras ligadas ao setor produtivo e ao interior paulista, como a pecuarista Teka Vendramini (PDT), ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e o ex-deputado Marcelo Barbieri (PDT). Embora a pesquisa tenha sido produzida para consumo interno da campanha e os números exatos permaneçam em sigilo, o impacto da liderança de Tebet foi suficiente para reaquecer as conversas sobre a composição da chapa, visando fortalecer a presença do PT em nichos mais conservadores e no agronegócio.

A estratégia agora consiste em avaliar a viabilidade política dessa aliança, uma vez que a escolha do vice é considerada crucial para o desfecho da corrida ao Palácio dos Bandeirantes. Com o bom desempenho de Tebet em mãos, a equipe de Haddad deve intensificar os diálogos com partidos aliados para costurar uma frente ampla. A avaliação predominante é de que um nome capaz de agregar votos fora da bolha tradicional da esquerda é fundamental para consolidar a liderança nas urnas e garantir a governabilidade no estado.

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