Caso Gisele: tenente-coronel é aposentado com salário de R$ 22 mil

Nayara Vieira
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A Polícia Militar de São Paulo aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão foi publicada no Diário Oficial e transfere o oficial para a reserva da corporação. O crime aconteceu em fevereiro deste ano, no centro da capital paulista, e o caso, que antes era tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio e fraude.

Mesmo na prisão e respondendo pelo crime, o tenente-coronel continuará recebendo um salário do governo estadual estimado em R$ 20 mil mensais. Isso acontece porque, por lei, o pagamento da aposentadoria só pode ser cancelado após uma decisão final e definitiva da Justiça. Até então, o salário dele estava temporariamente suspenso pela Polícia Militar, mas agora passa a ser pago pelo fundo de previdência do estado.

A Secretaria de Segurança Pública esclareceu que a aposentadoria não muda o andamento do processo e que ele continuará respondendo criminalmente e de forma disciplinar pelo assassinato. Por outro lado, a defesa do oficial declarou que a decisão da PM apenas confirmou um direito que ele já tinha adquirido pelo tempo de serviço.

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