O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou oficialmente o líder chinês Xi Jinping para uma visita à Casa Branca em setembro, em um gesto diplomático que ocorre em meio a uma das fases mais delicadas das relações entre Washington e Pequim nos últimos anos. O convite foi feito nesta quinta-feira (14), durante o encontro entre os dois chefes de Estado em Pequim, na primeira viagem de um presidente americano à China em quase uma década. Durante a reunião, Trump adotou um tom amistoso ao se referir a Xi como “amigo” e “grande líder”, reforçando o esforço de aproximação entre as duas maiores economias do planeta.
O encontro entre os líderes aconteceu sob forte aparato diplomático e segurança reforçada no Grande Salão do Povo, na capital chinesa. Apesar do clima cordial, as conversas foram marcadas por temas sensíveis da geopolítica internacional, incluindo as tensões envolvendo Taiwan, a guerra no Oriente Médio, tarifas comerciais, semicondutores e disputas estratégicas entre as duas potências. Xi Jinping alertou Trump de que qualquer erro relacionado à questão de Taiwan poderia desencadear um conflito entre os países, enquanto ambos defenderam a necessidade de manter estabilidade e cooperação bilateral diante dos desafios globais.
A visita de Xi à Casa Branca, prevista para setembro, é vista como um novo capítulo nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e China, após meses de atritos comerciais e disputas por influência internacional. Segundo agências internacionais, Trump também convidou a primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, para a viagem oficial a Washington. O encontro poderá servir como uma tentativa de reduzir tensões econômicas e ampliar acordos estratégicos entre os dois governos, especialmente em áreas ligadas à tecnologia, comércio internacional e segurança global. Até o momento, o governo chinês ainda não confirmou oficialmente se aceitará o convite feito pelo presidente americano.
