Um dia após o terremoto que atingiu o sul do Japão, milhares de profissionais participavam das operações de busca por possíveis sobreviventes nesta quarta-feira (29). O número de mortos chegou a 13, de acordo com o governo japonês. Ainda não há uma estimativa definitiva sobre os desaparecidos, mas os levantamentos iniciais indicam pelo menos sete pessoas nessa condição.
O tremor teve magnitude 7,1 e atingiu a província de Kumamoto. Apesar de o Japão estar entre os países mais sujeitos a terremotos e possuir estruturas preparadas para esse tipo de fenômeno, os danos registrados foram considerados fora do padrão. Em geral, construções no país conseguem resistir a abalos de grande intensidade sem sofrer grandes consequências.
Grande parte dos edifícios japoneses é construída seguindo normas rigorosas de segurança contra terremotos. Dessa vez, porém, houve danos em locais como o Aoen Mall e uma fábrica de papel.
As autoridades locais apuram se um vazamento de gás pode ter provocado a explosão e o posterior desabamento de parte do teto do shopping. Uma funcionária contou à emissora TBS que ela e outros trabalhadores sentiram cheiro de gás quando voltaram às lojas depois que os clientes foram retirados.
Um comerciante ouvido pelo jornal japonês “Asahi” disse que saiu do estabelecimento depois do alerta de terremoto. Cerca de uma hora mais tarde, segundo ele, foi possível ouvir uma explosão “como uma bomba”.
Em Yatsushiro, o desabamento de uma chaminé na unidade da Nippon Paper Industries também deixou funcionários presos dentro da fábrica. O governo japonês informou que vai analisar as condições das estruturas para verificar se houve falhas que possam ter contribuído para os acidentes.
