Seis são presos por morte de mulher em salto de rope jump sem corda

Douglas Lima
2 min de leitura
Maria Eduarda Rodriguez de Freitas, morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros de altura - Foto: Divulgação/PM

A Polícia Militar prendeu seis pessoas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante atividade de rope jump, conforme informou a prefeitura de Limeira, interior de São Paulo.

A mulher foi lançada de uma altura de 40 metros sem que a corda estivesse devidamente presa a seu corpo. O momento em que ela é jogada da Ponte do Esqueleto pelos instrutores foi registrado em vídeo que circulam pelas redes sociais.

Nas imagens, é possível ouvir uma pessoa gritando “Gente, a corda!” imediatamente após a jovem ser atirada da plataforma. Em seguida, a corda pode ser vista caída no chão.

Maria recebeu os primeiros socorros de pessoas que estavam na trilha no momento do acidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou o óbito no local.

Os homens envolvidos na atividade aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Em perfis nas redes sociais, eles registravam vários saltos de rope jumping, inclusive com crianças. Em dezembro de 2025, o salto custava R$ 130.

Dois homens fugiram do local, mas foram localizados em uma área de mata por uma equipe do helicóptero Águia e acabaram presos. Ao todo, seis pessoas foram detidas pela PM segundo divulgou a prefeitura de Limeira.

Em nota divulgada na tarde deste sábado (13), a administração municipal afirma que vai processar governo federal por omissão, afirmando que desde o início de 2025 eram adotadas medidas administrativas e feitas cobranças a órgãos federais responsáveis pela área.

“A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. Desde o início de 2025, a administração municipal vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área”, diz o texto.

O prefeito, Murilo Félix (Podemos), afirmou que a área “apresenta riscos conhecidos há anos” e que apoiará a Polícia Civil nas investigações e se solidarizou com familiares e amigos da vítima.

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