São Paulo registra menor índice de homicídios e latrocínios do século

Nayara Vieira
3 min de leitura
São Paulo registra menor índice de homicídios e latrocínios do século

O estado de São Paulo atingiu uma marca histórica no primeiro trimestre de 2026 ao registrar o menor número de homicídios dolosos e latrocínios de todo o século XXI. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o acumulado dos três primeiros meses do ano somou 624 casos, superando os índices de anos anteriores. Para se ter uma dimensão da queda a longo prazo, no mesmo período do ano 2000, o estado contabilizava 3.423 mortes intencionais, número que vem declinando consistentemente ao longo das décadas.

A redução em relação ao ano de 2025 foi de 8,1%, quando haviam sido computadas 679 ocorrências. Se comparado ao primeiro trimestre de 2022, a queda é ainda mais expressiva, chegando a 17,1% em apenas quatro anos. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou que, embora os índices sejam positivos, o foco permanece no enfrentamento firme à criminalidade para ampliar a sensação de segurança e garantir que nenhum crime fique impune no estado.

Focando especificamente nos homicídios dolosos, a queda estadual foi de 5,6%, com 605 registros em 2026 contra 641 no ano anterior. Regionalmente, a Grande São Paulo liderou a melhora nos indicadores de assassinatos, com um recuo de 17%. A capital paulista também apresentou melhora, reduzindo as ocorrências de 130 para 122, enquanto o interior do estado manteve-se estável, contabilizando 373 registros nos primeiros três meses do ano.

Um dos destaques mais acentuados do relatório foi a redução dos latrocínios, os roubos seguidos de morte, que caíram pela metade em todo o estado. O crime recuou 50%, passando de 38 casos no primeiro trimestre de 2025 para 19 no mesmo período de 2026. Na capital, as ocorrências caíram de 13 para 6; na Grande São Paulo, de 9 para 4; e no interior, o número de crimes dessa natureza baixou de 16 para 9 registros.

Segundo as cúpulas das polícias Militar e Civil, esses resultados são fruto de um trabalho integrado que une inteligência, tecnologia e policiamento estratégico. A comandante-geral da PM, Glauce Cavalli, destaca o uso de mapeamento de áreas sensíveis para antecipar ações violentas. Complementando a estratégia, o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirma que o fortalecimento das investigações e do apoio pericial tem garantido maior eficiência na apuração dos crimes e na entrega de justiça à sociedade.

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