Salmão exposto à cocaína nada mais longe e mais rápido, diz estudo

Douglas Lima
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Salmão exposto à cocaína nada mais longe e mais rápido - Foto: Divulgação

Uma pesquisa divulgada na última segunda-feira (20) por cientistas da da Universidade Griffith, na Austrália, e da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, na Suécia, concluiu que salmões expostos à presença de cocaína na água nadam distâncias maiores e mais rapidamente do que aqueles que não entram em contato com a substância.

Os profissionais analisaram como a droga afeta os movimentos do salmão-comum em seus habitats naturais. O consumo de cocaína tem aumentado em diversas partes do mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 25 milhões de pessoas tenham usado o estimulante em 2023.

Os pesquisadores capturaram cerca de cem salmões no lago Lago Vättern, e os expuseram à cocaína e à benzoilecgonina, um metabólito produzido no fígado após o consumo da droga. Em seguida, eles monitoraram o deslocamento dos peixes para observar mudanças no comportamento e no padrão de natação.

O estudo indicou que os animais expostos à benzoilecgonina nadaram até 1,9 vez mais longe por semana do que os não expostos, além de se dispersarem até 12,3 quilômetros a mais ao longo do lago.

A pesquisa foi publicada na revista científica Current Biology. Outro estudo divulgado no mês passado apontou que tubarões nas Bahamas estão expostos a substâncias como cafeína, analgésicos e cocaína.

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