O PT marcou para hoje uma reunião da Executiva Nacional com o objetivo de avaliar os efeitos da crise envolvendo o STF sobre a campanha de Lula à reeleição. A iniciativa ocorre em um momento de pressão dentro da legenda, depois de pesquisas apontarem cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro e de setores do partido defenderem alterações na condução da campanha.
Parte das críticas internas está concentrada na atuação do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Dirigentes e integrantes de diferentes correntes avaliam que a tomada de decisões tem sido excessivamente concentrada e pedem mais espaço para a participação das demais alas do partido e das legendas que integram a aliança eleitoral.
A avaliação entre aliados é de que os efeitos da crise no STF podem ganhar protagonismo durante a campanha e reduzir a exposição de assuntos que Lula pretende colocar no centro do debate eleitoral.
Nesse cenário, a reunião da Executiva Nacional também deve servir para discutir uma possível mudança na estratégia adotada pelo partido e formas de ampliar a presença da militância nas ruas.
Depois do encontro, o ministro José Guimarães defendeu uma campanha com mais “radicalismo” e “enfrentamento”. A senadora Teresa Leitão, por sua vez, afirmou ser necessário dar “um gás” na mobilização.
Uma nova reunião está prevista para amanhã, desta vez com a participação de centrais sindicais e movimentos sociais.
