PF aponta que amiga de Lulinha fazia ponte para negócios no SUS

Patricia Calderon
2 min de leitura
Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger (Foto:Reprodução / Redes sociais)

A Polícia Federal investiga a atuação de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em articulações envolvendo empresas e integrantes do governo federal. De acordo com a apuração, mensagens encontradas no celular da empresária indicam contatos e conversas relacionadas a órgãos públicos, principalmente em setores considerados estratégicos, como saúde e tecnologia.

Na área da saúde, a investigação aponta que Roberta teria participado de tratativas relacionadas a produtos medicinais produzidos à base de cannabis e a possíveis iniciativas envolvendo o Sistema Único de Saúde (SUS). No segmento de tecnologia, os investigadores analisam a aproximação da empresária com empresários interessados em contratos e negócios com o governo, entre eles, negociações relacionadas à Dataprev.

Mensagens identificadas durante a investigação também mencionam despesas que seriam atribuídas a Lulinha e discutidas com empresários. Segundo um relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em conversas como possível beneficiário de pagamentos ou vantagens bancadas por terceiros.

O documento também registra referências a Lulinha em reuniões e discussões ligadas aos negócios que estão sob análise da Polícia Federal.

Apesar das suspeitas levantadas, a PF ressalta que não identificou, até o momento, uma contrapartida comprovada. Os investigadores não encontraram contratos assinados que demonstrem benefício direto ao grupo formado por Roberta, Lulinha e outras pessoas citadas na apuração.

Uma das empresas mencionadas no caso rejeitou qualquer irregularidade. A companhia afirmou que contratou Roberta para prestar serviços de assessoria comercial, incluindo a prospecção de clientes e a busca por oportunidades de negócios.

A defesa de um dos empresários investigados também negou a existência de irregularidades. Segundo os advogados, os contratos firmados com órgãos do governo seguiram os procedimentos estabelecidos pela legislação.

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