Pai de adolescente morto por Pedro Turra se filia ao PL

Nayara Vieira
3 min de leitura
Pai de adolescente morto por Pedro Turra se filia ao PL (Reprodução)

A trajetória do engenheiro Ricardo Castanheira, de 52 anos, foi drasticamente interrompida às 3 horas da manhã de 7 de fevereiro, quando recebeu a notícia da morte de seu filho, Rodrigo Castanheira, de apenas 16 anos. O adolescente faleceu após ser brutalmente agredido pelo ex-piloto Pedro Turra, em um crime que chocou o Distrito Federal. Três meses após a tragédia, o empresário anunciou sua filiação ao PL e a pré-candidatura a deputado federal, afirmando que foi “empurrado” para a vida pública pela necessidade de justiça.

Pautas de segurança e redução da maioridade penal

Ricardo escolheu o PL por identificar-se com as bandeiras conservadoras e de segurança pública do partido. Entre suas principais propostas estão a redução da maioridade penal — pauta defendida pelo senador Flávio Bolsonaro —, a punição efetiva para crimes violentos contra menores e o fim da fiança em crimes hediondos. O engenheiro defende uma revisão rigorosa nos benefícios de progressão de pena e maior agilidade nos processos judiciais, buscando consequências proporcionais para criminosos violentos.

O sentimento de um pai diante do sistema

Para Castanheira, sua entrada na política é uma resposta ao que ele classifica como uma “rotina de violência” no Brasil. “O que aconteceu com o meu filho não é exceção, é rotina nesse país. E, enquanto isso for normal, isso vai continuar acontecendo”, desabafou em entrevista ao portal Metrópoles. Ele se define como um defensor da família e de um Estado menor que respeite quem produz, utilizando sua dor como combustível para tentar mudar a legislação penal brasileira.

O andamento do processo judicial

Enquanto planeja sua jornada política, Ricardo acompanha de perto os desdobramentos jurídicos do caso. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) agendou para o dia 25 de maio a audiência de instrução do processo contra Pedro Turra, que responde por homicídio doloso e segue em prisão preventiva. Além da condenação do agressor direto, o pai da vítima espera que a investigação alcance os amigos de Turra que presenciaram a agressão, que foi filmada. “Nossa luta é para que esse tipo de violência pare de ser tratada como exceção”, concluiu.

MARCADO:
Compartilhar este artigo