“O agro deveria se ajoelhar pra nós”, diz Lula em SC ao cobrar reconhecimento por recursos

Douglas Lima
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O presidente Lula - Foto: Divulgação

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (19), durante um ato de campanha em Florianópolis, que o agronegócio deveria “se ajoelhar” diante dos recursos que seu governo destinou ao setor.

Na ocasião, o petista chamou ao palanque o candidato ao governo de Santa Catarina, Gelson Merísio (PSB), e sugeriu que ele se reunisse com “o pessoal do agronegócio” do estado para perguntar “por que eles não gostam” dele e do seu grupo político.

“Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, disparou.

Lula também apresentou números de ações que atribuiu ao próprio governo em benefício do agronegócio catarinense. Entre elas, citou a abertura dos mercados internacionais para produtos do estado. “São 118 mercados que o Lulinha que eles não gostam abriu para eles venderem os produtos deles”, destacou.

“Por que eles são bolsonaristas? Porque não pode ser pela educação, pela saúde”, questionou o presidente. Na sequência, ele fez duras críticas a atuação do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19.

Durante o evento, ele chegou a dizer que quer vencer as eleições neste ano “para manter” Jair Bolsonaro na cadeia, comendatando que o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pretende vencer a eleição para tirar o pai da prisão.

“A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, disparou.

Jair Bolsonaro foi condenado, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre pena domiciliar por tempo indeterminado, por causa de suas condições de saúde.

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