O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente a proposta de implementação da escala de trabalho 4×3 — que prevê quatro dias de atividade e três de descanso —, classificando-a como uma “medida populista e irresponsável”. Segundo o parlamentar, o apoio recente de seu partido ao avanço do texto na Câmara dos Deputados não significa uma concordância com a pauta, mas sim uma estratégia política para expor os impactos econômicos negativos e o potencial desemprego que o projeto pode gerar por falta de estudos de viabilidade.
Nikolas acusou o governo de tentar lucrar politicamente com o tema e justificou que a oposição decidiu não barrar o projeto para evitar o desgaste de ser rotulada como “inimiga do povo”. O deputado afirmou que a intenção do PL é permitir que a medida avance para que a população sinta os efeitos práticos na economia antes dos próximos pleitos eleitorais:
“A gente não vai apoiar porque concorda com essa medida populista irresponsável. A gente quer mostrar que, quando der m*rda, a culpa é deles. E antes das eleições vai dar para a população fazer uma escolha diferente. Porque senão fica muito fácil, né? A gente vai contra a medida e nós somos inimigos do povo. O governo do PT, ele criou esse problema, alimentou esse problema, que é lucrar politicamente com isso.”
Apesar do posicionamento contrário ao formato de quatro dias trabalhados, o congressista mineiro defendeu uma alternativa de modernização trabalhista. Nikolas sugeriu um modelo de flexibilização com teto de 40 horas semanais, no qual a distribuição da carga horária pudesse ser acordada livremente de forma direta entre patrões e empregados, sem a imposição de um modelo fixo de dias por parte do Estado.
