Flávio Bolsonaro mantém Tereza Cristina como opção para vice e diz que seguirá negociando

Patricia Calderon
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Flávio Bolsonaro critica decisão de Alexandre de Moraes sobre o pai - Foto: Reprodução/Instagram

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (31/7) que pretende continuar com Tereza Cristina (PP) entre as opções para compor sua chapa como vice. O anúncio ocorreu depois de a senadora aceitar o convite feito pelo candidato durante a manhã. Pouco depois, porém, o Progressistas divulgou uma posição oficial pela neutralidade na eleição para o Palácio do Planalto. Mesmo diante do posicionamento partidário, Flávio afirmou que pretende manter o diálogo com a parlamentar e com outras siglas. “Essa nota que foi publicada agora, ele deixou bem claro que o partido tinha por maioria decidido pela neutralidade, óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Então, vamos continuar nas conversas com demais partidos que nós já vimos conversando também, mas podem ter certeza que a gente vai ter a melhor chapa para poder oferecer à população brasileira”, afirmou Flávio, em conversa com jornalistas. Fonte: declaração de Flávio Bolsonaro a jornalistas.

A declaração foi dada durante um café da manhã promovido pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), na capital paulista. O encontro contou com a participação de 20 vereadores e de aliados ligados às campanhas de Flávio e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Durante o evento, o candidato ressaltou a relação próxima que desenvolveu com Tereza Cristina e afirmou estar “honrado” com a possibilidade de tê-la ao seu lado na disputa presidencial. Ao falar sobre a senadora, lembrou sua passagem pelo Ministério da Agricultura e fez uma avaliação positiva de sua atuação durante o governo de Jair Bolsonaro. “Senadora que se tornou uma grande amiga, uma ministra da Agricultura. Excepcional, no meu ponto de vista, a melhor que esse país já teve e foi durante o governo do presidente Bolsonaro.”

Flávio também recordou que sua trajetória política começou no Progressistas e disse manter uma boa relação com integrantes da legenda, apesar das “questões internas” que atualmente envolvem a definição do partido. Para ele, o cenário ainda pode sofrer mudanças até o prazo final para a composição das chapas. “É um partido em que eu me sinto bastante em casa, me relaciono bem com os seus presidentes, enfim, até o dia 5 tudo pode acontecer, e independente de qualquer coisa, eu já quero aqui deixar meu agradecimento também ao Progressistas, ao União. As conversas continuam em vários estados do Brasil, nós vamos estar juntos em diversos palanques, como aqui em São Paulo”, disse.

O candidato atribuiu parte da dificuldade para escolher o vice às diferenças políticas existentes entre os diretórios estaduais. Na avaliação de Flávio, a composição entre União Brasil e Progressistas reúne grupos com posicionamentos distintos em diferentes regiões do país, o que exige considerar as particularidades de cada estado. Ele disse estar “tranquilo” diante desse processo. “A própria federação, União e Progressistas, já são dois partidos dentro de um só, considerados um só, que têm os seus quadros completamente heterogêneos. Então, dependendo do estado, se posiciona mais à esquerda, mais à direita, a gente tem que respeitar”, opinou.

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