Roberto Rivellino, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, demonstrou certa cautela ao falar sobre Neymar Jr., embora reconheça o atacante como o último jogador “diferenciado”, ele afirmou que não o colocaria como titular na Copa do Mundo de 2026.
O veterano afirmou, em entrevista ao narrador Galvão Bueno, que usaria o jogador como uma “arma” para mudar o jogo ao longo do segundo tempo.
Na sequência, ele contextualizou a fase de protagonismo do craque, lembrando que Neymar surgiu há cerca de 16 ou 17 anos. Na avaliação dele, desde então o Brasil ainda não revelou outro jogador com o mesmo nível de talento individual.
“Faz 16 anos que apareceu o Neymar, com 16, 17 anos. Último diferenciado foi ele. A possibilidade de pegar uma, duas bolas, fazer a diferença no campo, Galvão. Mas não é meu titular”, destacou.
Rivellino disse que não espera que o atacante carregue sozinho o peso da Seleção, mas que pode ser decisivo em momentos pontuais. Segundo ele, o ideal seria utilizá-lo de forma mais estratégica, controlando o tempo em campo e escolhendo partidas em que sua presença possa ser mais efetiva, além de poupá-lo quando necessário.
“Segundo tempo, jogar 40 minutos? Claro. Não tem problema. 45 minutos, ou 50 minutos que vai depender do jogo. Aí vou usar. Tô ganhando o jogo? Fica quieto no banco aqui. Amanhã você treina, se prepara que eu tenho outro jogo, porque eu quero você o outro jogo”, comentou.
“Eu usaria o Neymar desse jeito. Chegar pra ele: ‘Você quer? Pra eu te levar, vai ser… você quer fazer parte do grupo, você quer jogar, quer ajudar o Brasil, quer?'”, questionou.
