As declarações de Lionel Messi sobre a situação econômica enfrentada por parte da população argentina, após a semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Inglaterra, tiveram repercussão imediata na Casa Rosada.
O comentário do atacante sobre a dificuldade de muitas famílias para fechar as contas no fim do mês rapidamente chegou ao governo argentino.
Ao comentar o significado da campanha argentina na Copa do Mundo, o atleta também destacou a realidade enfrentada por muitos compatriotas. O artilheiro citou a crise econômica no país e afirmou que parte da povo argentino sofre com a dificuldade de manter as contas em dia, já que o dinheiro “não chega ao fim do mês”.
“Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de todas as coisas ruins pelas quais temos que passar, que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou”, desabafou ele em entrevista ao site TyC Sports.
As falas do camisa 10 foram exploradas por opositores do presidente da Argentina Javier Milei, que apontaram a declaração como um reflexo de que a melhora econômica ainda não chegou às camadas mais vulneráveis da população. Em resposta, o Escritório de Resposta Oficial (Opra) deu razão ao jogador de futebol sobre o cenário econômico do país.
“Em relação às palavras do melhor jogador de futebol da História, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade”, diz o texto.
O documento, porém, afirmou que as dificuldades enfrentadas atualmente pela população são consequência das gestões anteriores, especialmente dos governos dos ex-presidentes Néstor Kirchner e Cristina Kirchner.
