O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado Federal, tentou vender um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal relacionada ao caso Master.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a tentativa de venda do terreno foi interrompida pelo cartório por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O terreno, com 51 mil m² na Região Metropolitana de Salvador, teria sido comprado pelo parlamentar em 2000 e vendido a empresas do ramo imobiliário. O negócio teria rendido ao petista R$ 2 milhões pagos à vista.
Jaques foi alvo de uma operação da PF em 18 de junho. Segundo a corporação, o senador teria recebido favorecimentos indevidos, entre eles um pedido para a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, na capital baiana, ao ex-sócio do Master, Augusto Lima.
O petista afirma que solicitou a compra do imóvel ao empresário com o objetivo de posteriormente recomprá-lo para sua filha.
A escritura de venda foi levada a um cartório de Camaçari em 19 de junho, mas a negociação não foi concluída. O procedimento foi barrado por uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso que envolve Daniel Vorcaro, dono do banco investigado.
Segundo a publicação, mesmo com a indisponibilidade dos imóveis, o parlamentar já teria recebido ao menos R$ 12 milhões referentes às negociações.
A defesa de Jaques Wagner informou, em nota ao Estadão, que as negociações não apresentam qualquer irregularidade. No entanto, os advogados não se manifestaram especificamente sobre os detalhes das transações mencionadas.
