Juíza de 34 anos morre após fazer coleta de óvulos em clínica da Grande SP

Nayara Vieira
3 min de leitura
Juíza de 34 anos morre após fazer coleta de óvulos em clínica da Grande SP (Reprodução)

A magistrada Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira (6) após enfrentar graves complicações de saúde decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O caso, registrado como morte suspeita e acidental pelo 1º Distrito Policial da cidade, gerou forte comoção no meio jurídico e está sob investigação da Polícia Civil, que requisitou exames detalhados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

Complicações Pós-Procedimento e Socorro

Mariana, que buscava realizar o tratamento para uma futura fertilização in vitro, submeteu-se à coleta na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, a juíza retornou para casa, mas passou a sentir fortes dores e sensação de frio. Diante do mal-estar, retornou à clínica acompanhada pela mãe às 11h. No local, a equipe médica identificou uma hemorragia vaginal, inicialmente confundida pela paciente com a liberação de urina. Embora uma sutura emergencial tenha sido realizada para conter o sangramento, o quadro clínico seguiu em deterioração.

Evolução do quadro e óbito

Devido à gravidade, a magistrada foi transferida para a Maternidade Mogi Mater às 17h de segunda-feira, sendo encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na noite de terça-feira (5), Mariana foi submetida a uma intervenção cirúrgica na tentativa de estabilizar sua condição. Contudo, durante a madrugada de quarta-feira (6), ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das manobras de reanimação, o óbito foi confirmado no início da manhã.

Trajetória Profissional e Homenagens

Natural de Niterói (RJ), Mariana Francisco Ferreira possuía uma carreira ascendente no Judiciário. Ingressou no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) em dezembro de 2023 e, desde fevereiro de 2026, integrava o Juizado da Vara Criminal da Comarca de Sapiranga. O TJRS decretou luto oficial de três dias, destacando que a juíza foi vítima de complicações cirúrgicas. A Corregedoria e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) emitiram notas de pesar, exaltando seu “zelo, comprometimento e sensibilidade” no exercício das funções. A clínica envolvida permanece com o espaço aberto para manifestações oficiais.


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