Um dia após participar da convenção do PL, em São Paulo, o presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a direcionar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusou o governo brasileiro de participar de uma suposta campanha contra a Argentina durante a Copa do Mundo. As declarações foram dadas em entrevista a uma emissora de rádio argentina, na qual o chefe de Estado também alegou, sem apresentar evidências, que o Brasil teria financiado parte dessa ação.
Segundo Milei, o governo brasileiro teria sido responsável por cerca de 25% dos recursos utilizados na alegada campanha de difamação contra a Argentina. O presidente argentino, no entanto, não apresentou documentos, dados ou qualquer outro tipo de prova para sustentar a acusação.
Durante a entrevista, Milei afirmou que a suposta campanha também teria contado com a participação do governo do México, comandado por Claudia Sheinbaum, e do Partido Democrata dos Estados Unidos, legenda de oposição ao presidente Donald Trump, aliado político do argentino.
“Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina foi o Brasil. Uns 25% dos recursos (financeiros) saíram do governo do Brasil”, acusou Milei durante a entrevista, sem apresentar nem citar provas.
As novas declarações ocorreram um dia depois da participação de Milei na convenção nacional do PL, realizada em São Paulo. No evento, ele voltou a fazer ataques a autoridades brasileiras.
Em seu discurso, o presidente argentino chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca”, em referência à decisão que impediu uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Também se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “presidiário”.
Após as declarações feitas durante o evento, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para um ato de protesto diplomático em resposta às falas de Milei.
