Irmã de Deolane Bezerra se revolta com liberdade de Monique Medeiros e compara casos

Douglas Lima
4 min de leitura
Irmã de Deolane Bezerra detona soltura de Monique Medeiros - Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/TJRJ

Dayanne Bezerra voltou às redes sociais para lamentar a prisão da irmã, Deolane Bezerra. A advogada e influencer está detida desde 22 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser investigada no âmbito da Operação Vérnix.

Em uma publicação nos stories do Instagram, ela demonstrou indignação ao comparar a situação da familiar com a decisão que permitiu a soltura de Monique Medeiros Costa e Silva de Almeida, mãe de Henry Borel, morto aos 4 anos, nesta quinta-feira (4). A advogada questionou os critérios adotados pela Justiça e afirmou não compreender por que Deolane permanece presa.

Dayane disse não entender as medidas e criticou a decisão que permitiu a soltura de Monique Medeiros. Ao comparar os casos, destacou que a influenciadora digital permanece detida e afastada da família enquanto ainda responde às acusações em investigação.

“É difícil compreender. Enquanto Monique Medeiros foi autorizada a voltar para casa, Deolane continua privada da convivência com a filha por conta de acusações que ainda estão sendo discutidas”, iniciou a advogada.

Na sequência, ela reforçou a comparação entre os dois casos. “Uma mulher dessa ganha a liberdade de ir para as ruas; a outra que criou e cria três filhos sozinha segue lutando pelo direito de estar ao lado da filha que depende exclusivamente dela. Situações como essa fazem muitas pessoas questionarem os critérios adotados pela Justiça”, afirmou.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Monique deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro, após a expedição do alvará de soltura pela Justiça do Rio. A decisão foi tomada durante o julgamento realizado no 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça da capital fluminense.

No processo, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com isso, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção. O mecanismo jurídico afasta a aplicação da pena, mesmo após a confirmação do crime.

No mesmo processo, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi considerado culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo e foi condenado, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado e tortura contra Henry.

Deolane Bezerra foi indiciada pela Polícia Civil de Presidente Venceslau, no interior paulista, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dela, outras seis pessoas também foram indiciadas no âmbito da investigação que apura um suposto esquema de ocultação de patrimônio ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela também é investigada por suspeita de associação ao tráfico de drogas e por supostamente integrar a facção criminosa.

A defesa de Deolane nega as acusações e reforça a inocência da digital influencer. De acordo com os advogados, os recursos financeiros sob investigação seriam provenientes de sua atuação profissional na advocacia. Apesar dos argumentos apresentados, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva enquanto as investigações seguem em andamento.

MARCADO:
Compartilhar este artigo