Após a Justiça aceitar a denúncia e transformar Deolane Bezerra em ré por levagem de dinheiro ligada ao PCC, Daniele Bezerra voltou a falar sobre a situação envolvendo sua irmã, e publicou um desabafo nas redes sociais nesta quinta-feira (18/6). A advogada afirmou estar incomodada com a repercussão do caso e questionou o motivo de, segundo ela, apenas a influenciadora ter sido submetida à prisão.
No vídeo compartilhado com os seguidores, a advogada comentou sobre a pressão causada pelas críticas e opiniões divulgadas na internet. Ela afirmou que tem sido difícil acompanhar a exposição da irmã e levantou dúvidas sobre a condução do caso.
“Tem sido difícil vê-la ser tão acusada e tão julgada todos os dias. Antes de tudo, é preciso fazer uma pergunta que ninguém até hoje responde. Por que só a Deolane?”.
Durante o pronunciamento, Daniele afirmou que a irmã mantinha relações comerciais com empresas conhecidas e que esse tipo de parceria também é realizado por outros criadores de conteúdo. Para ela, a cobrança sobre Deolane estaria ocorrendo de maneira desigual.
“Mas só a Deolane está sendo julgada por divulgar essa empresa”, declarou a advogada.
Daniele também argumentou que eventuais irregularidades apontadas durante uma investigação devem ser analisadas dentro dos procedimentos legais, garantindo que todas as pessoas envolvidas tenham o mesmo direito de apresentar suas versões.
“Se a investigação entende que determinadas operações merecem esclarecimentos, isso deve ocorrer dentro do devido processo legal, com igualdade de tratamento para todos os envolvidos”, afirmou.
A irmã da influenciadora ainda criticou o que considera uma exposição pública antecipada. Segundo ela, Deolane estaria sendo tratada como culpada antes de uma decisão definitiva da Justiça.
“O que causa perplexidade é ver apenas a Deolane submetida à prisão e à condenação pública, antes mesmo de exercer plenamente seu direito de defesa. Em um Estado democrático de direito, ninguém deveria ser tratado como culpado antes do julgamento”, disse.
Ao concluir a publicação, Daniele reforçou sua defesa por uma aplicação uniforme das leis e afirmou que diferenças no tratamento de investigados comprometem a ideia de justiça.
“A lei deve valer para todos, ou deixa de ser justiça e passa a se tornar seletividade”, finalizou.
