A irmã de Deolane, Daniele Bezerra, saiu em defesa da advogada e influencer neste sábado (23), enquanto ela é investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em um vídeo de desabafo, Daniele, que também é advogada, afirmou acreditar que a investigação contra a familiar, teria sido motivada após a influenciadora digital ter manifestado apoio público ao então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
Ela também criticou de forma contundente a cobertura da imprensa sobre a prisão de Deolane Bezerra, e afirmou que decidiu se manifestar “enquanto ainda pode”. Na declaração, reforçou a tese de uma suposta perseguição política envolvendo o caso.
“Havia uma menina [Deolane Bezerra] que acreditava na democracia. Uma menina que acreditava em um país livre, que qualquer cidadão poderia expor sua posição política sem medo”, destacou.
“Você pode não gostar da Deolane. Mas é impossível ignorar que a prisão dela está sendo usada como uma manobra midiática e política para atingir o atual presidente da República. E eu vou falar sobre isso enquanto ainda posso.
Porque já não sei até quando permitirão que eu exerça o meu direito de defesa e o direito de defender”, afirmou.
“Deolane decidiu se posicionar politicamente, naquela terça-feira [24 de abril de 2022] esteve com o então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela acreditava naquilo que ele defendia. 6 dias depois daquele encontro, um ofício foi enviado pelo MP de São Paulo para que um inquérito fosse aberto em seu nome”, comentou.
Daniele Bezerra também afirmou que não estaria sendo leviana ao associar a prisão de Deolane com Lula. Segundo ela, a relação entre os fatos poderia ser comprovada com base nos próprios autos do processo, especialmente pela coincidência de datas.
“É fácil transformar em manchete uma mulher conhecida nacionalmente. É fácil usar um nome famoso como combustível para guerra política, para engajamento e para distração coletiva”, frisou.
Ao final do pronunciamento, ela voltou a mencionar a possibilidade de perseguição política e afirmou que situações semelhantes poderiam atingir pessoas com diferentes posicionamentos ideológicos, refroçando que casos do tipo podem afetar qualquer pessoa, independentemente de suas preferências políticas, afirmando: “Hoje é a minha família, amanhã pode ser você porque apoiou o Lula ou porque apoiou o Bolsonaro”.
“A política deveria servir ao povo, não destruir pessoas. Quando opiniões viram perseguição, a democracia deixa de ser liberdade e passa a ser medo”, escreveu ela na legenda da publicação no Instagram.
Deolane Bezerra já havia sido presa anteriormente, em setembro de 2024, no âmbito da Operação Integration, que investigava supostos crimes de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.
Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas voltou ao presídio após o suposto descumprimento de medidas cautelares. Dias depois, acabou sendo liberada novamente.
