O Irã anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz ao trânsito marítimo em resposta aos ataques de Israel ao Líbano, em meio a tensões relacionadas ao acordo entre Estados Unidos e Teerã.
De acordo com a mídia estatal iraniana, o país citou violação de compromissos firmados entre as partes para justificar a decisão, e alertou que “se a agressão continuar, medidas subsequentes foram planejadas”.
“Diante da clara violação dos compromissos dos Estados Unidos em relação ao primeiro artigo do memorando de entendimento sobre o fim da guerra, e em resposta às contínuas e implacáveis violações do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, as quais resultaram no assassinato brutal e no deslocamento de centenas de milhares de pessoas inocentes naquele território, bem como considerando a falha das forças de ocupação sionistas em se retirarem do sul do Líbano, anuncia-se que o Estreito de Ormuz será fechado ao tráfego de embarcações”, declarou o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã.
O documento, em seu primeiro artigo, determina a suspensão imediata e definitiva das operações militares entre o Irã, os EUA e aliados, abrangendo todas as frentes, incluindo o Líbano.
O comando militar iraniano declarou que “este é o primeiro passo de resposta à quebra de confiança do inimigo”. O anúncio ocorre poucos dias depois da assinatura de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a guerra entre os dois países, que já se estende por quase quatro meses. O pacto foi fechado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian.
O estreito, considerado uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás, chegou a ser bloqueado pelo Irã durante grande parte da guerra, causando forte impacto nos mercados globais. O Irã havia aceitado reabrir o estreito dentro do acordo preliminar firmado com os americanos, e o fluxo de embarcações começou a ser restabelecido nos últimos dias.
