O influencer Clóvis Roberto de Leão, de 27 anos, apresentou uma melhora significativa em seu quadro clínico ao sair do coma na tarde desta terça-feira (21/4). Internado na UTI da Santa Casa de São Carlos, no interior de São Paulo, o jovem conseguiu abrir os olhos e reconhecer a irmã, embora ainda permaneça sob cuidados intensivos. De acordo com os últimos boletins médicos, a suspeita de traumatismo craniano foi descartada após exames de imagem, e a equipe agora monitora a retirada gradual da sedação para proceder com a extubação e novos exames complementares.
O caso ocorreu no último domingo (19/4), durante o torneio universitário “Economíadas”, quando Clóvis foi brutalmente agredido após tentar defender uma jovem na festa. Em um vídeo gravado logo após o incidente, o influenciador apareceu ensanguentado relatando ter sido espancado por três ou quatro indivíduos, cujos rostos ele afirmou recordar. Embora tenha conseguido retornar para casa inicialmente, ele sofreu convulsões logo em seguida, o que exigiu o socorro imediato do Samu e a internação em estado grave.
Os responsáveis pelas agressões seriam estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição que já se manifestou publicamente repudiando qualquer forma de violência. Em nota oficial, a universidade declarou solidariedade à vítima e afirmou que, uma vez apuradas as circunstâncias do ocorrido, os alunos envolvidos responderão a processos disciplinares conforme o código de ética acadêmica. A investigação busca agora identificar formalmente os agressores mencionados por Clóvis em seu relato antes de perder a consciência.
Diante do longo processo de reabilitação que o influenciador terá pela frente, amigos e familiares iniciaram uma campanha de financiamento coletivo para custear as despesas médicas e de recuperação. Enquanto a rede de apoio se mobiliza financeiramente, a expectativa médica é positiva quanto à plena consciência do rapaz nos próximos dias. O episódio gerou grande comoção nas redes sociais, levantando debates sobre a segurança em eventos universitários e a urgência de justiça para o caso.
