Homem morto em UPA tinha saúde debilitada e passou 6 meses em coma

Patricia Calderon
3 min de leitura
Homem morto em UPA tinha saúde debilitada e passou 6 meses em coma (Foto Reprodução Redes Sociais)

Vilmar da Silva, de 49 anos, morreu no sábado (20/6) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Segundo as filhas, ele já apresentava um estado de saúde delicado desde que sofreu uma convulsão há cinco anos, episódio que provocou um traumatismo craniano e levou a uma internação prolongada, com seis meses em coma. Após receber alta, o homem passou a conviver com limitações decorrentes do período hospitalizado.

“Nessa convulsão ele teve uma traumatismo craniano, ficou internado. [Ele] ficou bem debilitado depois que saiu do hospital porque ficou seis meses em coma“, disse Emily.

De acordo com os familiares, o quadro de alcoolismo também contribuiu para o agravamento das condições de vida de Vilmar. Ele chegou a morar com a filha Emily, em Água Quente (DF), mas posteriormente decidiu sair da residência e passou a viver em situação de rua.

“A gente nesse tempo todo quis pegar ele, porém ele não queria vir para nossa casa, porque queria continuar no vício”, contou.

Família conta dificuldades enfrentadas por Vilmar nos últimos anos

Emily afirmou que, antes da morte, havia conseguido convencer o pai a permanecer com ela novamente. Segundo o relato, Vilmar ficou cerca de dois meses na casa da filha, mas pediu para sair e retornar ao Recanto das Emas dois dias antes de ser encontrado na UPA.

“Porém há 2 meses atrás eu consegui convencer ele de vir para minha casa e ele veio, ele estava 2 meses comigo. No dia do ocorrido que aconteceu na UPA, tinha 2 dias que ele que ele tinha pedido para sair da minha casa e foi e voltar para o Recanto e foi assim que aconteceu”.

As filhas descobriram a morte do pai após vídeos do caso começarem a circular nas redes sociais. Emily explicou que Vilmar era conhecido na região e que familiares entraram em contato depois da repercussão das imagens.

“No Recanto, a gente é bem conhecido, meu pai é bem conhecido, todo mundo conhece. Então, na hora que começou a circular os vídeos na internet, o familiar começou a ligar para gente”, disse.

Evelyn Silva afirmou que recebeu a notícia de maneira inesperada pelas redes sociais e classificou o momento como “horrível, cruel e devastadora”.

“Eu descobri através de redes sociais, infelizmente. Então, automaticamente eu me dirigi a UPA. Fui atendida pela assistente social, pela gestora da UPA. E aí, que estamos agora esperando a liberação do corpo”, afirmou Evelyn.

MARCADO:
Compartilhar este artigo