A 17 dias do primeiro turno das eleições, o governo Lula anunciou nesta quinta-feira (17/9) um reajuste de R$ 91 no Bolsa Família. O anúncio marca uma mudança repentina na postura do Palácio do Planalto, que há apenas duas semanas não previa qualquer aumento na transferência de renda para o próximo ciclo orçamentário.
A alteração contrasta diretamente com o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) enviado ao Congresso em 31 de agosto. Na proposta original, a verba destinada ao programa social era de R$ 157,1 bilhões, valor inferior ao aprovado para 2026, mantendo o benefício médio congelado nos R$ 600 por família.
O aceno social ganha força em meio a um cenário eleitoral acirrado. Com pesquisas de intenção de voto indicando empate técnico e até uma margem numérica favorável a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, a gestão federal acelerou a implementação do novo valor já para outubro.
Para viabilizar a medida sem ferir a lei eleitoral, que proíbe a criação de novos benefícios ou aumentos reais em período de campanha, o governo justificou o reajuste a partir de uma revisão nos gastos previdenciários. Essa readequação abriu espaço orçamentário para o remanejamento dos recursos.
