Às vésperas da 30ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, que acontece no próximo domingo (7), na Avenida Paulista, Gil do Vigor comentou, durante o programa Papo de Segunda, exibido pelo GNT, o debate sobre a presença de crianças e adolescentes no evento.
O economista fez duras críticas ao que considera um tratamento desigual dado a eventos ligados à comunidade LGBTQIAPN+ em comparação com outras grandes manifestações populares e religiosas.
“Na Marcha para Jesus todo mundo pode ir. No Carnaval pode. Todo Mundo no Rio pode. Qualquer evento que tenha aglomeração pode. Mas a Parada do Orgulho vai ser um grande problema”, disparou.
Na sequência, ele afirmou que o debate sobre a proteção de menores de idade deve se concentrar em questões como bullying, abuso e desigualdade social.
“A gente tem que defender as crianças e os jovens, sim. Mas temos que defender do bullying. Temos que defender tantas notícias que saem quase mensalmente sobre jovens que são abusados dentro de instituições religiosas. Os jovens precisam de proteção, mas não é da Parada do Orgulho, não é da diversidade!”, afirmou.
Por fim, o global destacou que muitos jovens enfrentam dificuldades no ambiente familiar e precisam de apoio para garantir acesso à educação, alimentação e respeito: “Nós temos que proteger os nossos jovens para que eles estudem, para que eles aprendam e entendam o que é respeito”.
Embora Gil não tenha mencionado diretamente nenhuma proposta legislativa, a declaração acontece no contexto da tramitação do PL nº 50/2025, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que já foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo.
O texto determina que eventos com temática LGBTQIA+ ocorram apenas em ambientes fechados, com controle de entrada, e veta a participação de crianças e adolescentes, ainda que estejam acompanhados pelos responsáveis. O projeto também prevê a aplicação de multas que podem alcançar R$ 1 milhão.
