O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), George Marques, repostou ao menos 10 mensagens com informações falsas que atribuíam ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A campanha do parlamentar pediu, nesta sexta-feira (25), a prisão preventiva e a expedição de mandado de busca e apreensão contra o funcionário do Palácio do Planalto. Segundo dados apresentados no caso, a desinformação resultou em 2.086 publicações identificadas, envolvendo 1.674 contas e alcançando mais de 21 milhões de visualizações. Os conteúdos circularam em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X.
A defesa de Flávio anexou uma ata notarial digital que registra quatro republicações feitas por George no mesmo dia. Além disso, levantamento realizado pelo portal Poder360 identificou ao menos 10 postagens compartilhadas pelo servidor que propagavam o conteúdo falso. Além disso, Marques teria compartilhado nas redes sociais uma publicação que orientava os usuários a ignorar a retratação da imprensa sobre a fake news.
Na avaliação, a campanha faria parte de uma ação coordenada para manter a informação falsa em circulação até o primeiro turno das eleições. Na notícia-crime, os advogados afirmam que o episódio não seria apenas uma manifestação de opinião, mas parte de uma suposta estratégia organizada.
A notícia-crime imputa três crimes ao coordenador: divulgação de fatos sabidamente inverídicos na eleição, incitação ao crime e associação criminosa.
A Secom informou em nota oficial que a manifestação não espelha o posicionamento institucional, por ter sido feita em perfil pessoal, mas classificou como “inadequado” o uso de contas pessoais por integrantes de forma que cause confusão com manifestações institucionais.
“A manifestação citada foi feita em perfil pessoal e não representa a posição da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A Secom considera inadequado o uso de perfis pessoais de seus integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais. A Secretaria reafirma que sua comunicação oficial observa a legislação eleitoral e as decisões da Justiça”, diz o texto.
