Marco Antônio Heredia Viveros, de 80 anos, ex-marido da ativista Maria da Penha, continuará em prisão preventiva após a audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (10), em Natal. A defesa pretende solicitar à Justiça que a medida seja substituída por prisão domiciliar, alegando a idade avançada e as comorbidades do colombiano. O pedido ainda será avaliado pelo Judiciário.
Viveros foi detido no domingo (9), na capital do Rio Grande do Norte, onde vive há aproximadamente uma década. A prisão ocorreu depois que ele concedeu uma entrevista à TV Record sobre a tentativa de feminicídio contra Maria da Penha. Segundo o Ministério Público do Ceará, a declaração teria violado uma medida protetiva determinada pela Justiça.
As medidas cautelares foram determinadas pela Justiça do Ceará em 2024, estado onde ocorreram os episódios de violência. A decisão impede Marco Antônio Viveros de divulgar informações relacionadas ao processo, além do nome ou da imagem das vítimas.
As restrições foram estabelecidas pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza e protegem Maria da Penha e duas das três filhas do casal.
A tentativa de homicídio contra Maria da Penha ocorreu em 1983. Viveros acabou condenado pelo crime. A primeira sentença foi proferida em 1991, mas ele permaneceu em liberdade enquanto recorria da decisão.
Em 1996, houve uma nova condenação. A defesa, porém, apontou supostas irregularidades no processo e conseguiu impedir a prisão naquele momento.
Viveros só foi preso em 2000 e ficou detido por aproximadamente dois anos, até ser liberado em 2002.
