Estudo aponta que mais de 4 mil produtos brasileiros podem ser atingidos por tarifaço dos EUA

Patricia Calderon
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Reprodução/Internet.

Uma projeção divulgada nesta segunda-feira (6/7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados caso o governo de Donald Trump confirme a aplicação de uma tarifa adicional de 25%. Segundo a entidade, o impacto potencial alcança aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações.

A proposta de elevação das tarifas foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), sob a justificativa de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Enquanto o processo segue em análise, representantes da indústria e do agronegócio brasileiros participam de uma audiência pública em Washington para defender a posição do país.

O governo brasileiro busca convencer as autoridades dos Estados Unidos de que as exportações nacionais não representam risco ao mercado norte-americano. A decisão final sobre a adoção das novas tarifas está prevista para 15 de julho, período em que as negociações diplomáticas e comerciais foram intensificadas.

Atualmente, os cerca de 4,1 mil produtos já estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, válida até 24 de julho. Caso não haja um entendimento entre os dois países, poderá ser aplicada uma nova taxa de 25%, proposta pelo USTR, além de outra de 12%, relacionada a alegações de trabalho escravo no Brasil. Somadas, as cobranças poderão atingir 37,5%.

Entre os produtos que podem sofrer os impactos das novas tarifas estão ferro-gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, álcool etílico não desnaturado, tabaco curado por fumaça ou processado e hidróxido de alumínio.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que, entre os 13 principais produtos brasileiros atingidos pela possível medida, o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor dos Estados Unidos em 11 deles.

“Nós temos que manter o diálogo, temos que esperar que o governo possa manter o diálogo dentro dessa lógica técnica, sabemos que toda uma geopolítica está envolvida, mas se nós precisamos fazer um trabalho o mais técnico possível no processo de convencimento”, disse após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

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