Esposa de Lito rebate críticas após conseguir aval para medicamento experimental

Douglas Lima
3 min de leitura
Mila Seidl rebate críticas após conseguir aval para medicamento experimental - Foto: Reprodução/Instagram

A esposa do piloto e youtuber Lito Sousa, Mila Seidl voltou a se manifestar nas redes sociais neste sábado (5), para rebater críticas após receber a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação de um medicamento experimental para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

A mulher do influencer rebateu as interpretações de que a autorização para o uso do remédio teria sido uma exceção concedida pela agência especificamente para o caso de Lito e afirmou que conseguiu o acesso por meios próprios, negando que tenha recebido qualquer tipo de auxílio.

“Eu ouvi algumas pessoas falando que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi, gente. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação. Tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito para o Lito. Qualquer cidadão pode pleitear e cabe à Anvisa avaliar e deferir ou indeferir”, destacou.

“Nós estávaos bem munidos com os documentos. Era bem difícil não aprovarem”, reforçou. Por fim, também comentou sobre a urgência da solicitação: “São pedidos que têm de ser feitos em caráter de urgência. Houve não só da Anvisa, como também do FDA (a Anvisa americana), do governo brasileiro, através do Ministério da Saúde, um entendimento da urgência e, mesmo assim, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou uma semana.” Ela ainda disse que o caso ajuda a jogar luz para a necessidade de fluxos mais rápidos de liberação quando se trata de doenças raras e progressivas”.

Segundo a instituição, a análise prévia do caso considerou que a doença tem evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, outra motivação para o caráter excepcional da medida foi a falta de patrocinador ou representante responsável no Brasil.

No comunicado, a Anvisa diz que o produto ainda está em estágio prévio ao desenvolvimento clínico, sem “estudos clínicos formalmente iniciados para a doença priônica em seres humanos”. O pedido foi feito por meio do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, onde ele está internado.

Lito Sousa começou a receber cuidados paliativos em casa desde o dia 1º de setembro. Antes da saída do hospital, a mulher dele estruturou a residência para o ambiente ficar adequado para recebê-lo. No momento, ele segue sob cuidados de uma equipe de quatro enfermeiros, que se revezam durante 24 horas.

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