Enfermeira é agredida por paciente dentro de hospital no DF

Patricia Calderon
3 min de leitura
Enfermeira é agredida por paciente dentro de hospital no DF (Foto Reprodução)

Uma enfermeira foi agredida por uma paciente dentro do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), no Distrito Federal, na noite de domingo (9/8). Segundo relato da profissional, ela recebeu socos no rosto depois de informar à paciente que o atendimento deveria ser realizado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pois os sintomas apresentados eram considerados leves.

Gisella relatou que a paciente chegou ao hospital reclamando de mal-estar, dor abdominal leve e dificuldade ou dor ao urinar. Na avaliação inicial, ela foi classificada com a cor azul, indicação de baixa prioridade, e orientada a buscar uma UPA, já que o setor de clínica médica do hospital estava com bandeira vermelha para novos atendimentos.

De acordo com Gisella, a paciente também solicitou um documento para comprovar que havia comparecido ao hospital. A profissional explicou que não poderia emitir um atestado porque a mulher havia passado apenas pelo acolhimento e não tinha sido submetida a uma consulta médica.

A enfermeira afirmou que autorizou a paciente a fotografar a tela do computador. Segundo o relato, a situação mudou quando a mulher passou a gravá-la com o celular. “Nesse momento, ela já com muito sarcasmo, virou a tela do celular para me filmar, e eu levantei e pedi que não me filmasse. Nesse momento, ela me atingiu com vários golpes no rosto, no pescoço, no tórax, nos braços e nas mãos. Os vigilantes perceberam tardiamente, porque não houve discussão nenhuma anterior”, completou.

A paciente foi identificada como Fernanda Rodrigues da Silva. Depois da agressão, a Polícia Militar foi chamada e levou as duas envolvidas para a 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia. Gisella registrou uma ocorrência sobre o episódio.

Na segunda-feira (10/8), o Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF) divulgou uma manifestação sobre o caso. A entidade informou que Gisella trabalha há 21 anos na enfermagem e há 19 anos no HRSam. O sindicato também afirmou que a profissional recebeu apoio do Setorial de Mulheres da entidade.

“ A agressão acende novamente o alerta sobre a segurança no HRSam. Em um curto período, outras duas profissionais também foram agredidas na unidade, que já registrou situações que envolvem até a entrada de usuários com armas de fogo e armas brancas na unidade”, afirmou o SindEnf.

A entidade também solicitou medidas à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), “com reforço das medidas de segurança, e seguirá com a reivindicação de recomposição das equipes diante do déficit de enfermeiras e enfermeiros na rede pública”.

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