O endividamento atingiu patamares recordes em diferentes áreas da economia brasileira. Em junho, a dívida bruta do governo correspondeu a 81,93% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto, em julho, 82% das famílias declararam ter dívidas, o maior percentual registrado pela série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A situação também se reflete no setor empresarial. Em junho, cerca de 9,1 milhões de empresas estavam inadimplentes, com um volume acumulado de R$ 232,9 bilhões em débitos.
Entre as companhias com ações negociadas na Bolsa, a dívida líquida registrou avanço de 88% desde 2020 e alcançou R$ 1,359 trilhão em julho de 2026.
O aumento do endividamento ocorre em meio a um conjunto de fatores que pressionam o custo financeiro de famílias, empresas e governo. As taxas de juros elevadas encarecem os financiamentos e dificultam a renegociação de compromissos já assumidos.
A incerteza em relação ao cenário fiscal também contribui para a percepção de risco e influencia as condições de crédito. Com recursos mais caros e menor margem financeira, o peso das dívidas se torna maior em diferentes segmentos da economia.
