Atacante do Vasco é alvo de operação contra tráfico de drogas e armas

Patricia Calderon
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David Corrêa (Foto Reprodução)

O atacante David Corrêa, o DVD, do Vasco da Gama, está entre os alvos da Operação A Tropa, deflagrada nesta segunda-feira (31) para investigar um esquema de tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro. Em Goiás, Hayner William Monjardim Cordeiro, de 30 anos, jogador do Vila Nova, também foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Ao todo, as forças de segurança cumprem quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em diferentes pontos do país. As ações ocorrem em cidades da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

No Rio de Janeiro, policiais da 14ª DP, no Leblon, e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) foram mobilizados para cumprir três mandados de busca e apreensão. Entre os locais vistoriados estão a residência de David, na Barra da Tijuca, e o centro de treinamento do Vasco, em Jacarepaguá.

O jogador chegou ao CT em seu próprio veículo, cuja placa começa com as letras DVD, para acompanhar o cumprimento das medidas. Na saída, ele preferiu não falar com a imprensa.

Em comunicado, o Vasco afirmou que “está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações”.

A apuração conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo também busca esclarecer a possível participação de outros jogadores profissionais e empresários nas atividades do grupo investigado.

A operação ocorre de forma simultânea em diferentes estados e conta com cerca de 100 policiais civis, além de mais de 38 viaturas e dois helicópteros. A mobilização foi organizada para cumprir as determinações judiciais e avançar nas investigações sobre a atuação interestadual da organização.

“A operação integra uma atuação conjunta entre as Polícias Civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual”, disse a Polícia Civil do RJ.

“O nome da operação, ‘A Tropa’, faz referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados para se referirem ao grupo criminoso”, explicaram as autoridades capixabas.

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