O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu, neste sábado (13), o rompimento total com o Partido Novo após novas críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, à relação entre o senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em entrevista recente ao canal Brasil Paralelo, no YouTube, Zema afirmou ter ficado “indignado” com as notícias envolvendo Flávio e o banqueiro.
“Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil? Eu acho que é difícil alguém querer aplaudir quem esteve, quem conviveu, com uma pessoa como ele”, destacou.
Em 13 de maio, após a divulgação de conversas entre o parlamentar e Vorcaro, Romeu Zema afirmou que considerava “imperdoável” o pedido de recursos para financiar o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Dias depois, o parlamentar recuou e afirmou que o episódio era “página virada”. Agora, ele retoma as críticas à postura do bolsonarista.
“Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, destacou, ainda que nunca se reuniu com Daniel Vorcaro, mesmo após a doação de R$ 1 milhão feita pelo pai do banqueiro ao partido Partido Novo em 2022, antes do início das investigações relacionadas ao Master.
Ao comentar esse trecho da entrevista, Eduardo rebateu as declarações de Zema e afirmou que a crítica teria sido motivada por interesses políticos, dizendo que o ex-parlamentar “queria estar no lugar do Flávio”.
“Que postura vagabunda, critica o Flávio apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Partido Novo”, escreveu ele nas redes sociais.
Vale destacar, que antes do desgaste na relação entre os dois grupos políticos, o nome de Romeu Zema era apontado por aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) como um dos principais cotados para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro na condição de vice-presidente.
