Durigan diz que Lula deve ligar ou mandar carta a Trump sobre tarifaço

Patricia Calderon
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Lula e Trump (Foto Reprodução Redes Sociais)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil mantém esforços diplomáticos para negociar com autoridades dos Estados Unidos contra a possibilidade de novas tarifas sobre mercadorias brasileiras, durante entrevista divulgada pelo podcast Warren Política.

Além disso, o ministo acrescentou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve enviar uma carta ou fazer uma ligação telefônica para o presidente Donald Trump.

“Presidente deve ligar ou mandar uma carta para o presidente Trump. Eu também já disse, estou à disposição para falar com o Scott Bessent (secretário do Tesouro dos EUA). O (Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) Marcio Elias Rosa está falando com o Jamieson Greer (secretário de Negócios dos EUA); deve falar agora nesses próximos dias”, revelou.

A declaração de Durigan foi feita na sexta-feira (12/06) e exibida na manhã desta segunda-feira (15/06) pelo canal do podcast no YouTube. O ministro afirmou que Lula e Trump estarão na França durante a reunião do G7, grupo formado pelas sete maiores economias do mundo, embora o Brasil participe apenas como convidado e não faça parte da composição oficial.

Durante uma fala anterior, na terça-feira (09/06), Durigan informou que representantes brasileiros e norte-americanos poderiam realizar uma reunião virtual nos dias seguintes. O ministro também mencionou a possibilidade de acordos específicos por áreas de interesse dos dois países, envolvendo produtos e setores estratégicos.

Entre os temas que podem entrar nas conversas estão o etanol e serviços de tecnologia dos Estados Unidos, além do açúcar e da indústria aeronáutica brasileira. A articulação envolve o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, e o secretário de Negócios dos EUA, Jamieson Greer.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apresentou uma proposta para aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, sob a justificativa de combater práticas consideradas “irrazoáveis”. A medida está relacionada a uma investigação sobre o Pix conduzida pelo governo norte-americano e agora seguirá para audiências públicas.

A apuração utiliza como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, legislação norte-americana voltada à política comercial. Outra proposta prevê uma cobrança adicional de 12,5%, relacionada à alegação de que o Brasil não adotou uma medida legal para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

O segundo caso faz parte de uma investigação que envolve 54 países e também está sendo analisado pelas autoridades dos Estados Unidos.

Colaboração por Louise Barbosa

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