Médicos anunciaram nesta segunda-feira (27) dois novos casos de possível remissão do HIV após pacientes interromperem o tratamento com medicamentos antirretrovirais e permanecerem sem o vírus detectável nos exames. Um dos casos envolve um paciente de Kansas City, no Missouri, Estados Unidos, que está há 14 meses sem utilizar os remédios contra o HIV.
O segundo paciente também apresentou resultado considerado promissor. Ele tinha histórico de hepatite B e completou 12 meses sem tratamento antirretroviral, mantendo a carga viral em níveis indetectáveis durante o período de acompanhamento.
A carga viral detectável ocorre quando os exames conseguem identificar uma quantidade mensurável de HIV no sangue. Já a carga viral indetectável significa que a presença do vírus está em um nível tão baixo que os testes não conseguem registrá-la. Quando esse resultado é mantido durante o tratamento, a transmissão sexual do HIV não ocorre.
Com os dois novos relatos, o número de casos de cura ou remissão do HIV reconhecidos pela Sociedade Internacional de Aids (IAS) passou de 11 para 13.
Os casos serão apresentados nesta segunda-feira (27) durante a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, evento promovido pela entidade e realizado no Rio de Janeiro.
As descobertas fazem parte de uma série de estudos que buscam compreender como algumas pessoas conseguem controlar o vírus após a interrupção do tratamento. Apesar dos resultados positivos, os especialistas ressaltam que esses casos ainda são considerados raros e não representam uma cura disponível para a população em geral.
