Chile expulsa 40 migrantes e sinaliza endurecimento contra imigração irregular

André Oliveira
2 min de leitura
Dos estrangeiros expulsos do país, 19 são colombianos, 17 bolivianos e 4 equatorianos. Destes, 30 contam com antecedentes de crimes ou condutas de “alta gravidade”, segundo o ministério do Interior do Chile

Uma operação inédita de deportação marcou o início de uma nova política migratória no Chile. O governo do presidente José Antonio Kast realizou, nesta quinta-feira (16), o primeiro voo de expulsão de imigrantes irregulares, retirando 40 estrangeiros do país em uma aeronave da Força Aérea chilena. A ação cumpre uma promessa de campanha do mandatário e sinaliza uma postura mais rígida no controle migratório.

O voo partiu de Santiago, com escala em Iquique, no norte chileno, antes de seguir para La Paz, na Bolívia, e posteriormente para Guayaquil, no Equador, e Bogotá, na Colômbia. Entre os deportados, estavam 19 colombianos, 17 bolivianos e 4 equatorianos. Segundo o Ministério do Interior, 30 dessas pessoas possuem antecedentes criminais ou envolvimento em condutas consideradas de “alta gravidade”.

O governo chileno afirmou que as expulsões não serão pontuais, mas parte de um esforço contínuo para reforçar a ordem migratória no país. A gestão de Kast pretende intensificar fiscalizações, divulgar periodicamente listas de estrangeiros que devem deixar o território e avançar com medidas legislativas para facilitar deportações, além de incentivar a saída voluntária de imigrantes. A iniciativa também está ligada ao plano “Escudo Fronteiriço”, que busca conter a entrada irregular e reforçar a segurança nas fronteiras.

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