A grife francesa Chanel passou a enfrentar acusações de racismo após a participação da modelo indiana Bhavitha Mandava no Met Gala de 2026. A polêmica começou depois que a embaixadora da marca apareceu no tapete vermelho usando um visual considerado simples e fora do tema principal do evento. Internautas apontaram que, enquanto outras celebridades vestidas pela maison desfilaram com produções luxuosas e extravagantes, Bhavitha surgiu com um conjunto bege que simulava jeans, o que gerou forte repercussão negativa nas redes sociais.
Segundo a reportagem publicada pela colunista Ilca Maria Estevão, a expectativa em torno da presença de Bhavitha era alta, especialmente por ela ter se tornado recentemente a primeira embaixadora indiana da Chanel. O look escolhido para o evento, porém, foi interpretado por parte do público como uma “microagressão”, principalmente pelo contraste em relação aos demais convidados da marca. Comentários nas redes sociais criticaram o tratamento dado à modelo e levantaram debates sobre padrões eurocêntricos na indústria da moda, com usuários afirmando que a Chanel deveria um pedido de desculpas à embaixadora.
Diante da repercussão, a Chanel tentou justificar a escolha do figurino afirmando que o conjunto era confeccionado inteiramente em seda e que a proposta consistia em criar uma ilusão de ótica semelhante ao jeans. A maison também alegou que o styling fazia referência ao desfile Métiers D’Art 2026 e buscava dar maior visibilidade à modelo. Apesar das explicações, a reação negativa continuou intensa nas redes sociais, com internautas afirmando que o episódio representou desrespeito não apenas à Bhavitha Mandava, mas também à cultura indiana.
