Nesta segunda-feira (13), os advogados da família de Thawanna da Silva Salmázio, morta durante uma abordagem policial na Zona Leste de São Paulo, trouxeram a público novos detalhes sobre o inquérito do caso. Em entrevista ao programa X da Questão, no Canal do Paulo Mathias, os defensores Eder Jorge de Barros Rodrigues, Viviane Aparecida Leme e Rafael dos Santos Patrício destacaram pontos críticos da ação ocorrida na Cidade Tiradentes, especialmente a demora de aproximadamente 30 minutos para o socorro da vítima.
O episódio, ocorrido em 3 de abril, teve início quando Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos, caminhavam de mãos dadas pela Rua Edimundo Audran. A confusão começou após Luciano ser atingido pelo retrovisor de uma viatura da Polícia Militar que passava pela via estreita. O policial Weden Silva Soares, que conduzia o veículo, deu ré e iniciou uma discussão com o casal. A situação escalou quando a soldado Yasmin Cursino Ferreira, que ocupava o banco do passageiro, desembarcou e passou a discutir com Thawanna, culminando no disparo fatal efetuado pela policial.
A justificativa da polícia
Um dos pontos centrais da investigação é a omissão de socorro imediato. Em depoimento à Corregedoria, o policial Weden Silva Soares afirmou que não prestou os primeiros socorros por falta de equipamentos adequados no veículo oficial. Segundo o advogado Eder Jorge de Barros Rodrigues:
“Quem falou isso inclusive foi o próprio policial Weden, ele mesmo disse num depoimento lá na corregedoria que ele só aportava uma gaze. eles tentaram fazer os primeiros socorros, que ele ligou para o Corpo de Bombeiros, inclusive isso também é um fato que está sendo apurado, porque houve essa demora do Corpo de Bombeiros em relação a essa ocorrência. Tudo isso está sendo apurado.”
A investigação agora busca esclarecer se a falta de insumos na viatura e a demora na chegada do resgate foram determinantes para o óbito de Thawanna, que não resistiu aos ferimentos após o longo período de espera no local do crime.
