Alemanha quer aumentar imposto de quem não tem filhos

Douglas Lima
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Alemanha quer aumentar imposto de quem não tem filhos - Foto: Divulgação

O governo da Alemanha avalia elevar novamente a alíquota de contribuição para pessoas sem filhos. No país, o custo médio para criar um filho é estimado em 150 mil euros.

A contribuição para o auxílio-invalidez, ou seguro de cuidados, é paga por todos os usuários do sistema público de saúde, que cobre quase 90% da população alemã.

Para quem tem filhos, a contribuição varia entre 3,1% e 3,6% da renda, de acordo com o número de dependentes. Já para pessoas sem filhos, a alíquota é de 4,2%, sendo 3,6% de taxa-base e 0,6% de adicional. O valor diferenciado começa a ser aplicado a partir dos 23 anos.

Um documento interno do Ministério da Saúde (MS), vazado à imprensa alemã nesta terça-feira (26/05), propõe o aumento de 0,1 ponto percentual na alíquota de contribuição desse grupo, que passaria a 4,3%. A medida é apoiada pela Junge Union (JU), braço jovem da CDU, partido do chanceler federal Friedrich Merz.

O auxílio-invalidez é destinado a pessoas que necessitam de cuidados permanentes, como idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência. Diferentemente do seguro de saúde, porém, o benefício não cobre integralmente todas as despesas.

Com uma população cada vez mais envelhecida, a Alemanha já tem um em cada cinco habitantes (20%) com 67 anos ou mais, tendência que deve se intensificar com a aposentadoria da geração do pós-guerra. O MS estima um déficit de 22,5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 132 bilhões) no sistema de auxílio-invalidez até o fim de 2028.

O Partido Social Democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU) defendem a medida como forma de equilibrar o sistema, destacando a importância de um financiamento solidário e sustentável.

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